
Sou nascido e criado no Brasil e como todo bom Brasileiro o meu natal sempre foi chuvoso, quente e úmido. Natal nos trópicos é assim mesmo: nunca teve essa palhaçada de neve não. Quer dizer…só no shopping. Lá a neve era de isopor 😅😅😅. Porém o natal tem mudado um pouco né? com zumbis nas ruas, antivax, negacionistas, guerra civil e o verão cada vez mais escaldante.
Enfim, voltando ao assunto.
Eu duvido que você saiba a verdadeira origem do Natal. Você quer se surpreender? então fica aí que nós vamos trazer pra você 7 curiosidades de cair o C* das calças. Se é que o C* ainda tá aí nas calças com tudo o que vem acontecendo no mundo.
Pode até não parecer, mas o Papai Noel tem um passado sombrio. O alegre e generoso senhor que todos nós conhecemos e amamos nem sempre foi tão alegre assim.
O Papai Noel que conhecemos hoje é o resultado da fusão de vários contos e culturas. Muitos de seus traços icônicos foram adicionados ao longo dos séculos. Por exemplo: O Papai Noel Norte Americano evoluiu de “Sinterklaas”, que foi trazido para Nova York pelos colonos holandeses no século 17.
Com o passar do tempo, vários grupos e indivíduos ajudaram a moldar a imagem moderna do Papai Noel fazendo da tradição uma verdadeira “colcha de retalhos”. Abaixo 7 fatos e tradições que moldaram a festividade e a figura do ilustre. Confira! comente e compartilhe! Hou, hou, ho..cof…cof… 🎅🏼🎄⭐️🎅🏿
7. Tradição Russa

Na Rússia o papai noel (em russo Дед Мороз), significa “Avô Gelo” ou “Avô Geada” traduzido do russo “Ded Moroz” e se veste tradicionalmente de azul. Ao contrário do pai de “casaca vermelha”, o Papai Noel Russo é mais magricela, com a barba longa como a de um mago e veste uma longa túnica.
Ele não é ajudado por elfos mas por sua neta “Snegurochka” (Donzela da Neve). Seu trenó não é puxado por renas, mas por três cavalos de aço. Porém, o que realmente diferencia o Papai Noel Russo do ocidental é o século turbulento que ele enfrentou.
Ele sobreviveu a uma revolução social e política que o viu passar de amado a banido por ser considerado “elemento subversivo”. O problema para o “Ded” e sua neta se originou na mitologia eslava pagã e começou com a criação da União Soviética em 1922, entretanto o mesmo voltou a ser aclamado como símbolo do espírito russo quando a influência cultural ocidental começou a se infiltrar na nova Rússia capitalista na década de 1990 e, com ela, os outdoors da Coca-Cola exibindo um Papai Noel ocidentalizado e sorridente.
6. Na Finlândia o Papai noel ou “Joulupukki”

Joulupukki literalmente significa “cabra de Natal”. O “Yule”, um festival pagão pré-cristão, era uma celebração do meio do inverno com banquetes e sacrifícios que acontecia em muitas culturas do norte da Europa. Então, o que as cabras têm a ver com isso?
A teoria mais conhecida sugere que as cabras estão ligadas ao deus Thor: associado a tempestades e fertilidade. Thor guiava uma carruagem conduzida por cabras, e as cabras eram associadas a colheitas e fertilidade. As tradições evoluíram e as pessoas começaram a se fantasiar de cabra (ao inves de fantasia de Thor?), com chifres como parte das tradições. Na Finlândia, os “nuuttipukki”, como são chamados, eram espíritos zombeteiros que iam de porta em porta exigindo presentes e sobras das “festividades de Yule”.
5. Origem pagã da árvore de Natal
Muito antes do surgimento do cristianismo, as pessoas no hemisfério norte usavam plantas perenes (suas folhas não caem durante o Outono), para decorar suas casas, principalmente as portas, para celebrar o solstício de inverno. Em 21 ou 22 de dezembro, o dia é o mais curto e a noite a mais longa do ano todo. Tradicionalmente esta época do ano é vista como o retorno do deus do sol, que foi enfraquecido durante o inverno – e as plantas perenes serviam como um lembrete de que o deus sol brilharia novamente.
O solstício era celebrado pelos egípcios que enchiam suas casas com juncos verdes em homenagem ao deus Rá, que tinha cabeça de falcão e usava o sol como coroa. Na Europa, os celtas decoravam seus templos druidas com ramos verdes que significavam vida eterna. Mais ao norte, os vikings pensavam que as “sempre-vivas” eram as plantas de Balder, o deus da luz e da paz.
4. Tradição Romana
Os antigos romanos marcavam o Solstício de Inverno com uma festa chamada Saturnália, lançada em homenagem a Saturno, o deus da Agricultura (seu homólogo Grego, Cronos), que tem sido frequentemente representado como o deus do tempo.
Realizada entre 17 e 25 de dezembro, a Saturnália foi a celebração mais importante da vida romana. Foi uma celebração sem lei que durava uma semana na qual ninguém poderia ser processado por ferir ou matar pessoas, estuprar, roubar – qualquer coisa geralmente contra a lei, na verdade. Embora muitas pessoas devessem praticar tais atos sem o ônus da punição, a Saturnália também era uma ode à gentileza. Durante a festividade muitos romanos trocavam presentes. Soa familiar? 😉🎁🎁🎁
Nos primeiros dias do cristianismo, o nascimento de Jesus foi colocado no último dia da Saturnália pelos primeiros cristãos romanos a fim de tornar-la familiar aos romanos não convertidos. Embora estudiosos afirmem que Jesus tenha nascido nove meses depois, essa foi uma manobra política inteligente, pois afirmam que com o tempo a maratona de luxúria e fraternidade se transformou em uma celebração tranquila do nascimento de Cristo.
3. Frango frito do KFC é tradição natalina no Japão

No Japão, é costume comer frango frito no Natal. Todos os anos, desde meados da década de 1980, estátuas em tamanho real do Coronel Sanders – vestidas de Papai Noel durante o feriado – recebem multidões de moradores e turistas em todo o país.
Após o período de austeridade após a Segunda Guerra Mundial nas décadas de 1940 e 50, a economia do Japão começou a melhorar. “O poder econômico do Japão estava explodindo, e as pessoas tinham dinheiro para se entregar à cultura do consumo pela primeira vez”, diz Ted Bestor, professor de Antropologia Social da Universidade de Harvard que estudou a cultura e a comida Japonesa.
“Como os Estados Unidos eram uma potência cultural na época, havia um grande interesse na tradição ocidental, nas comidas e nas viagens ao exterior – o Japão estava realmente se abrindo”. Enquanto morava no centro de Tóquio no início dos anos 1970, Bestor lembra de ter visto muitas franquias estrangeiras surgindo, como Baskin-Robbins, Mister Donut e The Original Pancake House.
Dirigido por John Nathan, o documentário “Colonel Comes to Japan” (1981), afirma que durante esse período de rápida globalização, a indústria de fast-food do Japão cresceu 600% entre 1970 e 1980.
2. São Nico foi um homem generoso

Você provavelmente já sabia que a ideia do Papai Noel veio de São Nicolau. O santo não era um homem com barba longa nem usava uma roupa vermelha; essa tradição veio muito depois. No século IV, o bispo cristão deu sua grande herança aos pobres e resgatou mulheres da servidão. Em holandês, seu nome é Sinter Klaas, que mais tarde se transformou em “Santa Claus” em inglês.
1.É culpa da Coca!

Antes que a Coca-Cola decidisse usar sua imagem para publicidade, os “looks” do Papai Noel tendiam a ser mais assustadores do que amistosos. Em 1931 a empresa de bebidas então contratou o ilustrador Finlandês Americano Haddon Sundblom para retratar o bom velhinho em anúncios de revistas, o que ajudou a solidificar a imagem do Papai Noel risonho moderno.
By Isla

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