APRESENTA

O QUE IMPORTA É O QUE FICA!

Dan Agostini

curadoria

Seria um instante ou um segundo do momento que pisamos no palco, ou o silêncio após as palmas. Um respiro sobre a constância do criar. Poderia dizer que é o “processo”, mas seria mais coerente dizer que é sobre: a persistência e a constância para o processo acontecer.


É inerente pensar na imensidão entre o corpo e a presença que se tornam na entrega, nesta ou em outras obras, criadas pelo Grupo Corpo Molde. “Somos a arte da corporificação”, - olhar para a condição humana, suas relações e impactos, para o desabrochar da vida na qual se desdobra entre a arte do nosso fazer artístico, da afetividade e do pertencimento dos nossos passos -.


Germinar, multiplicar saberes, despertar um novo olhar para dança, segue enquanto objetivo principal. A palavra “continuar”, nos aparece sempre a partir da intuição, seja na: palavra, imagem ou projeto, posso dizer que chegamos no “início-meio-início”.


A exposição física “O que importa é o que fica!” apresenta 10 imagens que ilustram um pouco desses 10 anos da trajetória do Grupo Corpo Molde a partir de registros de diversos espetáculos que simbolizam, imagéticamente, nosso processo de criação e fazer artístico, sempre de forma colaborativa, sensível e atenta com os mais diversos assuntos inerentes aos direitos humanos, causas políticas e sociais. Já a exposição virtual é um convite para conhecer os trabalhos individualmente junto a composição audiovisual.


A obra “DJOVENSKI”, marca os 10 anos de trajetória do Grupo Corpo Molde, trazendo aperfeiçoamento técnico, estético, pesquisa e de composição dramatúrgica, do qual nos faz lembrar que a realidade das problemáticas: sociais, econômicas e culturais, vão continuar a desenhar coletivamente o desenvolvimento, do nosso fazer em dança.

Renan Marangoni

fundador | diretor e coreógrafo


Dan Agostini

curadoria

SAGA | TIBA

"SAGA | TIBA", retrata a busca por pessoas desaparecidas, “SAGA” - que significa “Busca” e “TIBA”- que significa “Eterna”, o espetáculo traz em discussão do papel da sociedade em prol o desaparecimento de pessoas no Brasil, além de abordar questionamentos dos próprios dançantes na criação e na formação da própria identidade, trazendo a pergunta: “O que você Busca?”, discutindo a importância do ser humano e a falta das inter-relações sociais, trazendo o ápice corporal dos intérpretes-criadores em uma eterna busca de possibilidades, colocando como caminho para a história seu corpo a prova de um aprofundamento excessivo até exaustão, fazendo ao público algumas questões: O que é Saudade? O que é Ilusão?.

DITOLINHADURA

O espetáculo “DITOLINHADURA”, aborda os tempos da Ditadura Militar Brasileira, questionando seus corpos caóticos onde se debatem, fogem, gritam pelas suas vontades e sonhos. Em processo de criação “DITOLINHADURA”, percorre por depoimentos e olhares fotográficos de um momento do país onde a sustentação militante excessiva, oprimia os corpos e os cantos.


Nada, Pátria, Grita, Grita Pátria, Brasil? Meu coração ainda bate, te, te, te, coração, cordão passa pelos meus punhos, pulsos, corte, respira, tempo, tempo, respirar, horas, horas, time, pressão, press, press, são, são, corpo, Brasil? Pátria? Pátria? tempo, você nada, nada, horas, tempo, Quebra, tapa, risco, tapa, Bate, punhos punhos. Falam os corpos fortes, firmes, precisar? pedir? Cadê a Pátria amada chamada de Brasil? Onde se esconde, revela o teu rosto. DITO, LINHA DURA, CURA, FALA, DURA, DURA, LINHA, MEIO FIO,FIO? PELE, MEDO, TEMPO, CORRE, CIDADE, ANTIGA, PRESO, PRESO,GRITO, VAI E VEM, CRESCER, E O PROGRESSO? Pátria amada gentil, Gentil? Gente, gente, ente, ciente, Progresso do país, mili, militar, mira, ligeiro, códigos. Onde está, a pátria, o progresso, será que está no silêncio das vozes que foram caladas, seladas com fitas, sacos, vidas que não possuem mais tempo, mortos? Não, mortos são aqueles que olharam, que praticaram o silenciar de quem é vivo de alma , a pátria amada sumiu? O progresso congelo? Mira do militar da voz que não fala dos gritos das forças, fora, fora, espaço. Quantas vozes caladas, quanta luta, quanta, quantos, quantas, pátrias, democracias, vozes, olhos e o que predomina será que é o Silêncio?

AUSÊNCIA

O espetáculo “Ausência”, discute a cognição do corpo entre as relações humanas e afetivas no período tecnológico, que vivenciamos entre julgamentos abstratos e experiências subjetivas. O qual corpos emergem em seu interno, um corpo performático que, busca responder e desmistificar as relações atuais, considerando como limite as próprias descobertas de corpo, carinho, atenção, falta, sexo, amizade e outros eixos simbólicos do “corpocarne”. A representação das experiências do mundo se tornam um ciclo de desenvolvimento corporal, desafiando os intérpretes a se provocarem em busca do que falta em si, em um processo de evolução.

BambaquerÊ

"Bambaquerê", aborda e convida o público a refletir sobre a infância, através da Dança Contemporânea e as Danças Tradicionais/Clássicas Brasileiras, mesclando em sua composição sonora uma viagem entre o erudito e o popular, em sua cenografia e iluminação a leveza e a tecnologia. A dança que acaba em confusão, aborda o desenvolvimento motor, como processo de formação infantil em seus padrões sociais, familiares e lúdicos. A representação da temática “infância”, para a coreografia é feita pelo diálogo de brincadeiras e jogos de criança.

CAsa | uM cORTEJO PARA LUGAR NENHUM

No ano de 2018 o Grupo Corpo Molde, criou o processo de criação Casa | Um Cortejo A Lugar Nenhum, abordando as vivências e universos existentes em nossos recantos dentro de nossa própria Casa. O processo foi construído sobre a trilha sonora de Cícero no álbum Canções de Apartamento, este processo intenso foi construído em conjunto com os intérpretes-criadores que trouxeram necessidades de pesquisas internas em provocação cênica para a construção e reflexão do espetáculo. Intensidade e leveza eram presentes na construção coreográfica e na potencialidade dos corpos.

SAPIENS

O espetáculo "Sapiens", surge da necessidade de compreender a essência humana, debatendo sobre a construção deste corpo na era contemporânea. Ao decorrer da história decorrente da humanidade coexistem elementos que nos conectam enquanto seres da mesma espécie, o fato de nos comunicarmos, as nossas crenças e rituais, a busca pelo aperfeiçoamento, evolução, acolhimento humano e reconhecimento de nossa ancestralidade, porém há outros que nos separam por questões de construção social, como: a existência das desigualdades, o mundo contemporâneo (mundo do trabalho), o silenciamento das necessidades humanas e suas afetividades, as guerras traçadas pela própria espécie em divisão pelo poder.



cartas

para ele

"Cartas Para ELE" | "Quais são os benefícios de uma sessão de terapia?". O espetáculo surge da pesquisa dos modos de possibilidade de relacionamentos, entre as percepções de vivências: monogâmicas, abertas, poli amorosa, casuais, dominação e submissão, tóxico, dentre tantos outros modos de se estabelecer um vínculo amoroso ou sexual, vivenciados em um relacionamento homo afetivo. Baseado no livro "Amor Líquido" de Zygmunt Bauman, o espetáculo além de abordar estes assim como tantos outros tipos de relacionamentos existentes, apresenta a construção do saber sensível o sentimento de liberdade e solitude.

O Grupo Corpo Molde, apresenta "DJOVENSKI", direção e coreografia, Renan Marangoni. O espetáculo aborda por meio de sua técnica de pesquisa denominada- Dramaturgia da Dança Humanitária-, as relações dos fluxos migratórios e seus impactos em nossa contemporaneidade. Entre o caos e a humanidade, o espetáculo retrata os desafios das travessias, reflexões sobre a construção dos direitos humanos e a sua efetivação e a busca pela dignidade da vida humana, demonstrando a relevância da pluralidade encontrada por meio da dança, saberes e culturas em busca da construção do chão que a gente pisa.

DJOVENSKI

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