“A cabala fala que tudo que a gente faz, a gente tem que injetar beleza. Uma mesa bem posta, uma casa arrumada, as coisas em harmonia, beleza no trato com as pessoas, unhas feitas, um guarda-chuva bonito que ajude a colorir a cidade, um caco de vidro que a gente tira da calçada.”
(do blog da Ivi)
Mesmo antes de saber disso, uma das minhas lutas diárias já era por um mundo mais bonito. E eu sei que dizem que o conceito de beleza é subjetivo, mas talvez não seja tão assim. Uma flor bonita é uma flor bonita para todas as pessoas, e um gesto delicado é delicado para sempre. Gosto dos detalhes, da atenção, de me sentir bonita e deixar o mundo todo ao redor mais belo também. As gentilezas cotidianas, um sorriso espontâneo e dizer um “bom dia” realmente desejando que a outra pessoa tenha um dia bom, de coração. Acredito muito que os pequenos gestos fazem a diferença no todo, como aquele conto em que o passarinho tentava apagar o incêncio na floresta carregando pequenas gotas de água em seu bico: ele estava fazendo a sua parte.
Li dia desses um texto em uma revista que dizia algo parecido, que as pequenices podem sim fazer a diferença: você se sente mais bonita e, por causa disso, fica mais disposta e distribui sorrisos e bons desejos por aí. E alguém que estava num dia ruim, ao receber sua atenção, pode sim ter um bom dia e continuar a espalhar coisas boas ao redor. Como uma bola de neve, mas uma bola do bem, feito algodão-doce.
Eu mesma já disse, no texto anterior do meu encontro no metrô, que a beleza está nos olhos de quem vê, e de quem sente. Mas, dependendo da ocasião, ela pode estar tão espalhada e inerente que o difícil é não percebê-la. E é isso que eu quero: um mundo bonito. No sentido mais puro e pueril.