Por indicação de uma leitora querida, comecei um ler um livro sobre a arte de ser leve. Além da agradável surpresa de descobrir que já pratico a maior parte das coisas sem ao menos ter tido manual de instrução antes, também fico feliz de ver que leveza não é sinônimo de ingenuidade, pequenice ou banalidade. É uma escolha consciente para viver uma vida com menos desgaste e atrito. Leve feito brisa após a chuva de verão, amor de estação. Sei que ainda tenho muitas arestas a aparar e fardos para descartar, afinal, é um aprendizado para sempre. Mas gostei de saber que estou no caminho. Votarei ao livro – e à leveza – muito mais vezes ainda. Que bom.
“(…) Fala de uma leveza que inclui a angústia, a tristeza, as inseguranças, a precariedade da existência. (…) a leveza que proponho aqui é aquela que reconhece a existência das sombras e as incorpora. Aquela que admite que a vida é barra-pesadíssima e que nem sempre é possível ver um lado bom no que nos desgasta, nos amedronta, nos faz sofrer. Mas que, mesmo quando estivermos tristes, ansiosos ou deprimidos, possamos ser pessoas que não abrem mão da civilidade, da compaixão e do mínimo de elegância para conviver. Travel light, recomendam os guias de viagem; ou seja, viaje leve. Não é sair pelo mundo sem bagagem. É simplesmente eliminar o excesso de peso.”

