“Tudo tem um propósito. Até as máquinas. Os relógios dizem as horas. Os trens levam a lugares. Servem a seus propósitos. Por isso máquinas quebradas me deixam triste. Não servem a seus propósitos. Talvez seja assim com as pessoas. Perder o nosso propósito é como estar quebrado”
(trecho de “A invenção de Hugo Cabret”)
Esta parte do filme me tocou muito: no dia a dia frenético em que vivemos, é comum fazer tudo no piloto automático, sem nem pensar nas razões e motivos que nos levaram a exercer este papel, a buscar este caminho. Mas é só dar um passo para trás e ganhar perspectiva que a gente consegue enxergar muito bem quando está quebrado, precisando de atenção e conserto.
O coração a que me referi aqui não foi o tal metafórico do amor romântico, mas sim um coração para simbolizar um encontro comigo mesma que acontece exatamente quando me distancio da minha rotina tumultuada. Estou de férias, e na primeira parte das minhas viagens, fui a Minas Gerais com uns amigos. Experimentei sabores, texturas, sentimentos e aventuras. O medo que senti com o novo foi bom, de frio na barriga de se reconhecer testando outros limites e encontros. Voltei cheias de inspirações, e com um amor renovado por mim mesma, generoso e compreensivo, como há muito eu não sentia. Sábado embarco para a segunda parte e estou cheia de expectativas. Pode vir, coração: a casa está aberta.
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