|
1. |
|
|
|
|
Que isso sirva de lembrete e que tu tente nunca esquecer
Do que existe dentro de ti
Tudo que tu deixou morrer.
Sempre se afastando
Névoa me afogando
Sempre longe
Sempre soube
Que nós dois nunca fomos iguais
E nunca seremos nada enquanto eu não for mais
que ninguém.
São ciclos e ciclos e ciclos
E não era de se esperar que na face do abandono eu fosse prosperar
E num mar de mortas orquídeas eu percebi que esse aroma não me lembra mais de ti
E foi então que aos prantos eu corri
Em busca de tudo que eu perdi
E foi então que eu percebi
Que depois de tanto tempo eu esqueci
De respirar
Metros abaixo do solo em que eu costumava andar
Quem sabe ela fosse
Quem sabe ela fosse real?
|
|
2. |
|
|
|
|
Teu espectro me evade
E mesmo nos sonhos em que eu te olho nos olhos
Sempre desvio o olhar
Não há dor nenhuma maior do que te ver chorar
Meus joelhos querem desistir e ao chão cair
Depois do tanto que eu corri
Buscando por todo lugar
Alguma resposta
Algum lugar melhor pra ti
Mas eu não consegui
Desculpa, amor
Eu não esqueci do nome que tu escolheu
"Alice", tu disse; com "A" de anarquia
E a gente nunca sorriu tanto quanto nesse dia
(Alice) E agora toda noite é assim
(me disse) Uma espera
(que não vai voltar) Que nunca tem fim
|
|
3. |
|
|
|
|
O ódio
A vergonha
A dor sistemática.
Eu implorei pra parar
as coisas que as pessoas
ao meu redor
se ensinaram a ignorar.
Tu tem fome
Tu tem frio
e eu só passo por cima de ti.
O cordeiro não vai acordar
E as suas manhãs estão indo embora
Os livros antigos vão queimar
E agora somos nós que fazemos a história
|
|
4. |
|
|
|
|
Agora
Começa
O embate entre as duas
Partes de mim que nunca vão
Ser uma novamente
Porque isso aqui é crônico
É um lembrete sempre fatal
De que a minhã prisão
Sou eu e mais ninguém
E a escuridão me envolve no meio do meu quarto
A memória de tudo que poderia ter sido
Me tira o sono essa noite
E é tão claro ver agora
Que nada mudou desde a primeira noite em que eu ouvi
Aquelas palavras saírem da sua boca
Quando eu olho essa mancha no espelho
Eu me enxergo, mas não me vejo
Foi desde então que eu percebi que foi meu destino não te conhecer.
|
|
5. |
|
|
|
|
Suas ideias colidem com meus ideais
E minhas palavras são polarizadas pelo seu desdém
Podemos concordar em ir então, essa pode ser a última vez
Eu só espero poder ser uma praga na tua mente
Porque eu não consigo ser
Eu não consigo ser
Não consigo ser mais que isso
Por que que eu não consigo ser
Eu não consigo ser
Não consigo ser mais que isso?
Assalte por favor agora todos meus sentidos
Entre e rasteje em todos os meus orifícios
Seja um comigo
Não sei por que eu tento ainda
Agradar tanta gente com tão pouco tempo
Não entendo como que alguém tão lindo
Deu uma chance pra mim, não importa o quanto eu tento
E eu nem consigo te dizer agora
Que bem fez o rancor que eu guardei lá dentro
Mas contigo vou refazer o caminho
Pros sonhos que eu espantei feito passarinhos
|
|
6. |
|
|
|
|
o 'eu' é fragmentado, flores digitais nunca morrem. ria do meu sofrimento, me diga que eu mereço por busca a rebis, o macrocosmo e o microcosmo dentro da mesma áxis, injeções em formas octogonais. estrelas famintas, não deixe seu brilho morrer. supernova dentro da ambulância.
mais uma flor que você pensa que você vai poder cortar, mas essa não é tão vulnerável quanto você pensa.
ARME PESSOAS TRANS AGORA
switchblade embaixo do vestido; eu trago uma faca para uma briga de armas, baby.
|
|
7. |
|
|
|
|
delirante de tanta sede. perdidx em um deserto infinito, com um copo de água que eu não consigo ver pelo o que é de verdade, porque a sede me causa delírio. "ali está a vida que eu sempre quis" é o que o cão pensa mas elx está tremendo de raiva, sempre presx no mesmo lugar. me rotule, justificativa para a inércia. a lua se racha, revelando um olho vermelho; é o panóptico ilusório, que decide o falso ciclo karmico. medo de aceitar, medo de dar nome, debilitante. eu virei um pilar de sal no momento em que eu aceitei.
uma visão de uma lápide em forma de você mesmx. uma jaula de cristal. uma coleira wireless. a lâmina remove mais um pedaço do meu corpo, e o que eu ganhei com isso até hoje? alcançando o limite matemático do que pode ser criado. a ponta e o punho da espada separados. meu rosto é uma câmera; destinadx a observar.
circuito defeituoso, remova meus braços e pernas, me deixe penduradx, me deixe abandonadx. céu suicida, gravidade invertida, meu corpo cai pra cima. azul, tão azul, o azul mais profundo que eu já vi. a singularidade me consome. um ser ininteligível se encontra com você no seu caminho: "o presente define o passado, é a mesma coisa estar indo ou vindo"
|
released January 17, 2025
Faixas 1-5: Ayrton Ahid
Faixas 6-7: Gab Teixeira (mix by @cetaceavolant)
Agradecimentos:
Gab
Os emos, punks e queers,
A cena de São Luís
As minhas amizades do peito
e as minhas paixões passadas.
Vocês me deram motivo pra não deixar essas músicas serem só ideias.
A vida é curta, então tente passar a maior quantidade de tempo possível discutindo sobre o que é o emo real na internet.